quinta-feira, julho 14, 2005

La prise de la Bastille

A tomada da Bastilha é o símbolo máximo do mais importante evento histórico do milénio anterior: A revolução francesa.

« On ne oublie jamais la bastille »

“Nos primeiros meses da Revolução Francesa, reinava uma grande agitação em Paris. Na primavera de 1789, os Estados Gerais recusaram-se a se dissolver e transformaram-se em Assembléia Nacional Constituinte. Em julho, o rei Luís XVI manda vir novas tropas e demite Necker, ministro popular. Na manhã de 14 de julho, o povo de Paris saqueia o Hôtel des Invalides (dependências militares destinadas a abrigar soldados feridos em combate) apreendendo armas e dirigindo-se em seguida a uma velha fortaleza real, a Bastilha. Depois de um sangrento tiroteio, ele ocupa a fortaleza e liberta alguns prisioneiros que ali se encontravam.
A tomada da Bastilha é uma primeira vitória do povo de Paris contra um símbolo do Antigo Regime. O edifício, aliás, foi totalmente demolido nos meses seguintes.
Liberdade, Igualdade, Fraternidade
Herança do século das Luzes, o lema "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" é invocado pela primeira vez durante a Revolução Francesa. Muitas vezes questionado, ele acaba se impondo na IIIª República. Ele está inscrito na constituição de 1958 e hoje faz parte de nosso patrimônio nacional.
Associadas por Fénelon ao final do século XVII, as noções de liberdade, igualdade e fraternidade são amplamente difundidas no século das Luzes.
Durante a Revolução Francesa, "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" faz parte dos inúmeros lemas invocados. No discurso sobre a organização das guardas nacionais, Robespierre preconiza, em dezembro de 1790, que as palavras "O Povo Francês" e "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" sejam inscritos nos uniformes e nas bandeiras, porém seu projeto não é adotado.
A partir de 1793, os parisienses, rapidamente imitados pelos habitantes das outras cidades, pintam nas fachadas de suas casas as seguinte palavras: "unidade, indivisibilidade da República; liberdade, igualdade ou a morte". Mas logo são convidados a apagar a última parte da fórmula, demasiadamente associada ao "Terror"…
Como muitos dos símbolos revolucionários, o lema cai em desuso durante o Império. Ele ressurge durante a Revolução de 1848, marcado por uma dimensão religiosa, quando os padres celebram o Cristo-Fraternidade e abençoam as árvores da liberdade que são plantadas nessa ocasião. Quando é redigida a constituição de 1848, o lema "Liberdade, Igualdade, Fraternidade", é definido como um "princípio" da República.
Desprezado pelo Segundo Império, ele acaba se impondo na IIIª República. Ainda são observadas, no entanto, algumas resistências, inclusive entre os partidários da República: algumas vezes dá-se preferência à solidariedade ao invés da igualdade, que pressupõe um nivelamento social, e a conotação cristã de fraternidade não é aceita por unanimidade.
O lema volta a ser inscrito no alto das fachadas dos edifícios públicos durante a celebração do 14 de julho de 1880. Ele consta das constituições de 1946 e de 1958 e hoje é parte integrante de nosso patrimônio nacional. Ele é encontrado nos objetos de grande circulação como as moedas e os selos. “

Todo o que somos hoje. Tudo o que seremos amanhã teve origem na demolição da fortaleza prisão.
Que fique escrito!!!

5 Comments:

Blogger Unknown said...

Quero o meu dinheiro de volta!
Este poste não tinha javardeira! Fui enganado!
Sinto-me ultrajado neste súbita seriedade!
Estará o riky doente?
Terá sido raptado por aliens verde-vómito?
Volta riky, que estás perdoado!!!

12:14  
Blogger miss caipira said...

Fraternité, liberté, egalité.

Allons enfant de la patrie,
Le jour de gloire est arrivé,
.... ( já não me recordo do resto)
Certo é que se não tivesse lido esta posta, não me lembrava do dia de hoje.
Obrigada.

15:34  
Blogger Ze da Penalva said...

De facto escaqueirou-se a Bastilha e o que ela representava. Os franceses bateram o pé, ainda hoje batem.
Mas, ... e quanto à Liberdade, talvez sim, às vezes, com algumas dúvidas.
E quanto à Igualdade ... ah não, em 200 anos ainda não.
E a fraternidade ... apesar das caridadezinhas aqui e ali ... quanto tempo ainda falta?

17:15  
Blogger Riky Martin said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

17:34  
Blogger Riky Martin said...

O Edison não inventou a lâmpada à primeira. O gajo enganou-se muitas vez antes de fazer luz. Até que aquela merda acendesse e ficasse a funcionar foram milhares de tentativas goradas. Depois de acender o problema era continuar acesa... não foi fácil!!!
A tomada da Bastilha marca a primeira faísca de uma lâmpada colectiva. A comuna de 48 foi outra centelha, foi um segundo ensaio que iluminou alguns. A revolução de Outubro foi outra tentativa de lâmpada que já esteve acesa durante mais um bocadinho. Um destes dias conseguimos.
Mais if faut pas oublie la bastille!!!

17:36  

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