sexta-feira, abril 08, 2005

Quando eu (censurado censurado)

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quinta-feira, abril 07, 2005

Aroma da natureza

Tinha prometido que não falava neste assunto... O decoro social que se impõem sobre tema tão delicado calou-me a boca. A minha esmerada educação. As boas maneiras que me caracterizam. O meu natural pudor. E por ultimo o pacto de silencio da promessa que fiz junto à igreja da Nossa Senhora do Rosário. Todas estas razões mantiveram o meu silencio e os meus lábios ficaram serrados para tal segredo. Mas agora basta. Vou ter de vos contar porque ontem voltei a vê-la. Vai-se casar!!!
Tudo começou à uns cinco ou seis anos atrás numa noite fria e sem lua num dos Novembros mais chuvosos que há memoria no Barreiro. Eu tinha estado a beber uns copitos para ver se aquecia os pés, agasalhava a alma e esquecia um desgosto de amor daqueles profundos que duram três semanas ou mais...
Um noite normal para um divorciado adultero como eu era na altura. Lá estava encostadinho ao balcão do bar a ver se a menina que vendia gelo com wiskie consentia em me adoptar para uma noite de amor no banco de trás do carro. O ar cheirava e tabaco a bebidas e a chuva. A menina era nova na terra e por isso ainda não a conhecia no sentido bíblico do termo...O processo estava ja adiantado e a bacan já se esta a recusar a servir mais bebidas aos três ou quatro gatos pingados que ainda por ali paravam para poder fechar a caixa e ter um pouco de conchego cá com este vosso amigo.
A rapariga, não era feia. Meio barbie, meio intelectual. Macrobiótica e bailarina tinha uns olhos escuros com alguma graça. Branca, magra com as pernas compridas e maminhas pequenas tinha o encanto do cabelo de cor extravagante, do visual garrido, e principalmente ter um aparelho reprodutor feminino. Naquela altura as gajas usavam sais curtas e botas da tropa, a menina (cujo nome não vou revelar) usava uns colants amarelos esburacados por baixo de um cinto largo a que com algum esforço chama saia. E bota grossa, claro.
Quando o bar finalmente fechou, saímos e sob a chuva-molha-parvos entramos no carro dela, uma carrinha renault 4 L amarela que cheirava a borracha, e cigarros misturados com perfume. Acima de todos estes odores cheirava-me a alho. Já no bar me tinha cheira a alho mas não liguei ao aroma...
Estava sentado no lugar do morto e reparei que em cima do tabelier havia uma cabeça de alhos. Meio a brincar perguntei-lhe: -- então, tens aqui estes alhinhos apra aromatizar o carro? – Não, respondeu, é para tomar. Tomo sempre duas cabeças de alho antes das refeições, é um antioxidante natural fortíssimo e excelente tónico em geral. Nunca me constipo e sou super saudável!!!!
Ai és super saudavel??? Pensei cá comigo -- tá bem Alhinhos. Porque há mínimos ou talvez porque não estivesse tão necessitado como isso, abreviei a conversa, disse-lhe que estava cansado e pedi-lhe que me levasse a casa. A Menina ficou visivelmente desiludida – não é todas as noites que as gajas tem cá o Ricky Martin no carro -- mas sempre na boa deixou-me à porta de casa. Beijinhos na cara, amigos como dantes.
Passado uns dois ou três dias, volto ao mesmo bar e reparo que um dos meus melhores amigos faz manobras de aproximação à mesma Alhihos. Porque sou um gajo porreiro, levei-o para um lugar discreto e avisei:
-- olha la pá, sabes que essa gaja farta-se de comer alho e manda um bafo a alhum cate os cães se afastam quando ela passa...
-- nem quero saber disso, macho é macho, cheirando a alho ou a cebola se dá pra comer come-se!!! de hoje não passa, vou levar a gaja ao castigo. Naquela casa vai cheirar tanto a sexo que nem se nota o cheiro a alho!!!
Percebi que estava necessitado. Era uma emergência. Deixei correr o flirt e preparei-me depois para passar o resto da minha vida a chamar-lhe Pápalhos....
Sai do bar e deixei-o entretido. No dia seguinte falaríamos. Ainda íamos rir do caso.
Passaram dois ou três dias e encontro o meu amigo com ar de caso... Então o que é que aconteceu?
-- Aconteceu que a tua amiga Alhinhos é um caso clínico. Depois da outra noite acordei com a pila toda em ferida... tive que ir ao medico e tudo...Nunca mais!!!
O caso foi complicado...Na realidade, o rapaz foi ao dermatologista que o mandou fazer analises porque achou que era alergia a uma determinada marca de preservativos, depois de fazerem analises percebeu-se que com os preservativos não havia problema... aquilo era alergia ao alho.... Há pois foi, a Alhinhos só de dar-lhe uns beijinhos mais íntimos deixou o pobre rapaz com o equipamento inflamado, tal era a concentração de alho na saliva da senhora!!!!
Pensei . Olhem do que eu me livrei...
O meu amigo, pediu-me segredo sobre esta historia, para ouvir bocas foleiras bastavam as minhas...eu cumpri o prometido.
Até hoje.
Ontem encontrei a Alhinhos ao final da tarde numa saída do metro aqui em Lisboa. Continua a cheirar a alho e vai-se casar.
Claro que assim que cheguie ao trabalho, hoje de manhã, passei a informação para o meu amigo que vive na lá pra as Europas. Depois da sua admiração pelo infeliz do noivo, saiu-se com esta que tenho de partilhar convosco: “De vez em quando lembro-me dela, quando peço uma piza e oferecem pãezinhos de alho, inconscientemente, dou por mim a levar a mão à braguilha para garantir que está fechada!!!!“

Noticia importante que confirma o que foi dito em Macau

"A Câmara de Pequim tem estado a colar cartazes pela cidade a informar os cidadãos que é proibido cuspir em público, uma velha tradição chinesa que as autoridades querem erradicar para não dar uma má imagem durante os Jogos Olímpicos de 2008.Os cartazes, que começaram a ser afixados esta semana por toda a capital, são uma iniciativa do Comité de Higiene e Patriotismo de Pequim e neles pede-se aos cidadãos que «acabem por completo com os maus costumes, para o bem da sua saúde e dos demais».A iniciativa insere-se numa campanha anunciada em Janeiro pelo Comité Organizador dos Jogos Olímpicos, a Câmara de Pequim e pelo Partido Comunista chinês que visa erradicar alguns hábitos dos cidadãos no decorrer do evento.Um outro ponto forte desta campanha será tentar melhorar as «maneiras» dos chineses nos metros e autocarros, uma vez que não é hábito formar filas para entrar nos transportes públicos nem deixar que os passageiros saiam antes de se tentar entrar.O hábito de cuspir ruidosamente na rua está largamente enraizado na população idosa, mais do que nos jovens. Alguns asseguram que tem origem na medicina tradicional chinesa, segundo a qual, cuspir frequentemente e ruidosamente permite afastar do organismo «partículas malignas» nocivas para a saúde."

LINDO!!!!!

terça-feira, abril 05, 2005

Em agosto a chuva é dourada

Encostado ao rio está o Clube Naval Barreirense. Para alem dos armazéns onde dormem os barcos do remo e mais o barracão onde se amontoam os barris dos betos da vela, há a praia privativa do clube e há um bar com esplanada no rés-do-chão e no terraço. Uma casa de banho exígua e uma cozinha aberta atrás do balcão de madeira. Nas noites de verão a esplanada do Naval enche, quando o calor do dia coze o subúrbio é preciso aproveitar o fresco da noite. E pergunto, existe melhor forma de aproveitar o fresco de uma noite quente do que sentado à volta de uma mesa entre amigos e garrafas de cerveja gelada??? Claro que não. Pois era justamente isso que estávamos a fazer.
O problema com as cervejas é que se bebemos uma temos que urinar três. Pois nós éramos
Três o que quer dizer que por cada rodada que vinha pra mesa tínhamos nove cervejas para mijar...
A esplanada estava cheia a única casa de banho existente estava sempre ocupada e com fila permanente de mais de dez gajas. Cada vez que um tipo queria mijar tinha de esperar 15 minutos... por isso e por rebeldia natural dos nossos vinte e poucos, começamos a encher um jarro de vidro apanhamos numa mesa que ficou vaga ao lado da nossa.
A esplanada foi ficando vazia, a casa-de-banho ja estava mais disponível... nós porque já estávamos bebidos e por preguiça natural, continuamos a mijar para dentro do jarro. Por volta meia-noite e meia já só havia duas mesas ocupadas... uma na esplanada do rés-do-chão e a nossa mesa no terraço. Os empregados estavam com pressa de se irem embora e começaram a pressionar-nos... Por isso, sem dar nas vistas, pegamos no jarro dos despejos colectivos e pusemos discreto em cima do muro do terraço e fomos pedindo a conta.
O empregado que nos estava a atender era um pouco arrogante. Estupido e mal educado. A querer aproveita-se das bebedeiras para sacar mais uns trocos. As nossas contas não batiam certo com as contas dele. Estava a querer cobrar-nos mais três canecas do que as que tínhamos bebido. Discussão alterada. Vem o patrão e pede com maus modos para pagarmos. Descemos para pagar a conta ao balcão.
Eu desde que fiz remo nunca fui com a cara do dono da espelunca armada em bar fino... o gajo não nos servia se entrássemos descalços ou em tronco nu, detesto snobismos!!! Por isso fiquei à porta a acender um cigarro. Percebi que os tipos da mesa cá de baixo também não estavam satisfeitos com o empregado. Parece que com eles, o engraçadinho estava também a querer roubar na conta... Envenenei. Estavamos a comentar, qualquer coisa do estilo, tem a mania que é esperto e quer fazer os outros de parvo...Enquanto isto o individuo mal humorado ia levantando a loiça das meses do terraço. Foi nesta altura que aconteceu. Como nos filmes em câmara lenta, vejo cair o jarro cheio de mijo que bateu no tampo da mesa de plástico e provocou uma chuva dourada sobre os 4 manos que sentados e que concordavam comigo sobre o empregado. Os tipos não perceberam que era mijo, mesmo imaginando que era agua, foi suficiente para se levantarem os quatro para baterem no culpado, que se começou logo a desculpa a dizer que tínhamos sido nós que deixamos um jarro com cerveja morta no parapeito de propósito. Os meus amigos que ainda não tinham pago a conta ficaram ofendidos com o empregado... chamaram-lhe mentiroso de merda. O tipo cresceu e pos-se a fazer peito. Um dos tipos da mesa de baixo enfiou-lhe uma galheta. Granel total. Vem o dono para defender o empregado com um pau na mão. A esse dei-lhe eu. A mulher vem lá de dentro a gritar calma calma. O tipo mais calado da mesa de baixo -- que ainda estava sentado, levanta-se e grita com a patroa: tá calada puta!! O outro empregado, um tipo enfezado com cara de fuinha saiu da casa de banho com as mãos no ar dizer não vale a pena. Alguém lhe enfia um lacheta para não subestimar a situação. Sentou-se no chão agarrado à cara a choramingar. O empregado parvalhão entretanto entrou e foi-se agarrar ao telefone. Alguem atirou o patrão contra uma pilha de cadeiras que foram cair ao rio. A montra partiu-se.
Antes que viesse a policia saímos os sete. Ninguem pagou. Nós os três mais os quatro da mesa de baixo que depois viemos a saber eram membros do grupo de forcados amadores da Moita. Rapaziada animada...Mais copos em todos os tascos que encontramos abertos. Passou uma rusga da policia e ninguem nos incomodou. Mais copos para celebrar.
Quando a madrugada rompeu éramos ja todos amigos para a vida.
Os forcados nunca souberam que tomaram banho de mijo... mas ao pequeno almoço ja cheiravam a casa-de-banho de estação de comboio.
Só passadas duas gerências, uma dúzia de diferentes empregados e 10 anos voltei a por os pés no bar do Clube Naval Barreirense. Os tipos da Moita de vez em quando vejo um ou outro. O antigo proprietário abriu uma casa de alterne onde nunca fui. O empregado fuinha trabalha num restaurante. O empregado mal educado nunca mais o vi.
Flatulências a partir de 28/01/2006