terça-feira, julho 05, 2005

Sexo-ó-poste

Bem, eu não devia contar esta historia.. afinal de contas é um assunto intimo...
De qualquer maneira com tanta conversa à volta do défice, dos impostos e das multas, fiquei com vontade de vos contar tudo. Para que se saiba que mecanismos repressivos o estado encontra para encher os bolsos. Se aconteceu comigo também pode acontecer com qualquer um de vocês – salvo seja!!!!
A cena foi no tempo da Manuela Ferreira Leite, mas podia ter acontecido com estes que nãos seria diferente.
È verdade que a culpa foi minha e que se eu tivesse outros hábitos de higiene, nada disto tinha acontecido. Também neste aspecto higienista assumo toda a minha culpa que os meus pais bem tentaram dar-me uma boa educação, eu é que descambei...
Já chega de preliminares e vou contar-vos a historia como ela aconteceu que eu cá não sou de dar tangas às pessoas.
Isto tudo vem a propósito das multas.

Estava uma daquelas noites quentes em que não há cerveja no munda capaz de matar a sede de um homem. Pois seriam umas duas da manhã e as ruas do subúrbio estavam desertas. A Gloria depois de muito esforço consegui fechar o tasco e por os mais resistentes na rua. Ficamos ainda à porta da taberna a acabar as médias e a fumar o ultimo cigarro enquanto a vizinhança dos prédios da praceta nos mandava calar com chiuuuus que cortavam a noite. Orgulhosamente, fui dos últimos a seguir para casa. Toda a minha roupa eram um par de calções velhos uma t-shit sebosa e aquelas chinelas de enfiar no dedo que se chamam havaianas. Devagarinho e meio cambaleante entrei na minha rua iluminada pelo único e isolado candeeiro publico.
Para mim, sempre foi um prazer mijar ao ar livre. Se puder escolher entre urinar para a sanita imaculada lá de casa, para as bolas de naftalina dos urinóis das tascas ou para uma parede ou candeeiro prefiro sempre a liberdade do céu aberto. È uma questão de preferências.
Sempre soube que existia uma multa para quem fosse apanhado a urinar na rua.. mas nunca pensei que tivesse o azar de ser apanhado...
A vontade apertava e a solidão da viela convida às liberdades mais intimas. Appoie-me no poste, abri a braguilha, tirei para fora o equipamento e cá vai disto. Mas o imprevisto aconteceu: Enquanto despejava a bexiga contra o candeeiro ouvi o ruído manso de um carro a gasóleo aproximar-se. Quando me virei percebo que é a Policia numa rotineira rusga de patrulhamento de subúrbio. Atrapalhado, ainda tentei de para de fazer a minha descarga liquida... infelizmente não fui a tempo acabei por bater com o pirilau no poste de cimento que serve de suporte ao candeeiro.
-- Ò senhor policia desculpe lá mas estava mesmo aflitinho...
O policia não foi em cantigas e eu não me escapei da multa e da reprimenda.
Foram 530 euros. O facto de eu morar naquela rua só serviu para agravar o meu caso. Quinhentos e trinta euros ( por extenso ainda parecem mais!!!). Cento e seis contos.
Trinta euros da multa por urinar na via publica.
Mais 500 euros do arranjo do poste. Ao virar-me bati com o pirilau no cimento e sem querer parti o poste.
È preciso ter azar.
Flatulências a partir de 28/01/2006