quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Lição para as esquerdas


A vitória esmagadora do Hamas nas eleições legislativas para a Autoridade Palestina foi uma vitória da luta sobre a submissão.

Estas eleições palestinianas também são uma exelente oportunidade para que todas as esquerdas possam tirar as suas conclusões e redefinir as suas rotas.

Os representantes do Hamas foram eleitos não porem serem muçulmanos e sim por serem combativos. Trata-se de um aviso fundamental para aqueles que se dizem laicos, ateus e "de esquerda" mas na vida real têm posições de compromisso com a reacção.

Entre laicos conciliadores e religiosos combativos, os povos preferem os últimos — por serem combativos e não por serem religiosos. Esta lição é preciosa para o movimento revolucionário de todo o mundo.

Hoje, tanto na Europa como em outros continentes, há numerosos partidos que se dizem de esquerda mas não o são.
Falo-vos de partidos que se assumem como socialistas mas na prática são organizações reformistas/possibilistas, que muitas vezes se prestam a por um carimbo "de esquerda" a políticas reaccionárias.

Os palestinianos, forjados em décadas de luta não se deixaram enganar. Entre uma Fatah desmoralizada e colaboracionista e um Hamas revolucionário e combativo, souberam escolher.

Ainda bem que assim foi.

16 Comments:

Blogger CM said...

Li ontem no Libération que o Hamas está disposto a Governar com a Fatah..será este um primeiro sinal de "colaboracionismo"???Não esqueças que a deteriorização da esquerda europeia está ligada à sua constante participação no poder. O poder corrompe verdadeiramente todos os ideais revolucionários ou iqualitários que se possam ter. Como dizias há um tempo neste blogue, raros são os homens que estão acima dessa tentação. Os revolucionários de vocação são uma espécie quase extinta neste mundo. Basta ver o que se está a passar com a esquerda da América Latina, que dá os seus primeiros passos nos Governos. Já houve escândalo no Brasil, merda na Venezuela, esperamos pela confusão na Bolívia e rezo aos santinhos todos para o Chile se safar.
Mas se a esquerda de todo o mundo não acordar e, especialmente, se a esquerda europeia continuar a fazer o seu papel de gato gordo, capado, instalada nos corredores do poder e a implementar políticas prejudiciais às camadas mais desfavorecidas da sociedade, se continuar a acontecer vamos assistir a um verdadeiro movimento de descamisados à escala mundial. Eu acredito que este será um século de grandes convulsões sociais. Se o fôr, a culpa é exclusivamente das "esquerdas" deste mundo. Aqueles que deveriam promover a igualdade e têm falhado em toda a linha.

09:22  
Blogger Ze da Penalva said...

Aqui pegas num exemplo claro, o Hamas versus Fatah, no cenário da Palestina, e zás extrapolas para o mundo inteiro, com o elucidativo “laico, ateu e de esquerda”. Como se fosse uma realidade ajustável a qualquer cenário, como se a Palestina, fosse um país semelhante a Portugal, por exemplo.
Não sejas mais papista que o papa.

10:39  
Blogger Seixalinho said...

O amigo faz-me lembrar aquela figura do filme do zapata, que só estava bem emquanto decorreia a revolução e que foi uma chatice a tomada do poder.
Tão chato que o elemento, que só pensva em lutar, se transferiu para o outro lado chegando ao ponto de combinar o assasinato do zapata e que nem o cavalo queria poupar pois que o memo era um simbolo tão importante como o próprio zapata.
Depois desta introdução, que para bom entendedor basta, gostaria de deixar esta questão simples:
- Acha o amigo que era preferivel continuar a sacrificar o povo Palestiniano numa luta inglória e sem fim à vista, só para uma guerrilha que só tem favorecido a Fatah e aqueles a que tem dado emprego e que parece que de democrata também tem pouco, ou aproveitar a conjuntura internacional para a recuperação do seu território possibilitando que o seu povo possa viver em paz e reconstruir a sua vida.

Seixalinho

10:50  
Blogger Riky Martin said...

CM:
1º Também li o Liberacion. Acho a hipótese do Hamas integrar um governo conjunto com a Fatah de todo impensável. A Vitoria eleitoral foi esmagadora falamos 76 das 132 vagas do Parlamento, deixando a Fatah com 43.
Tu trabalhas com politica internacional todos os dias e diz-me lá se achas normal com esta proporção de votos haver um governo conjunto!!!!!!
Por outro lado nem a própria Fatah aceitaria participar num governo liderado pelo Hamas.
Para ser honesto acho que essas notícias são tentativas da comunicação social internacional (controlada regionalmente pelos Israelitas) para criar um governo palestiniano que integre os dois partidos e por isso seja mais fraco. Tu viste o que a comunicação social fez em relação às eleições: até à contagem dos votos toda a gente dizia que era a Fatah que ia ganhar!!!
2º Sobre o facto de que o poder corrompe estamos completamente de acordo.
3º Sobre a América latina acho que estás a meter no mesmo saco coisas que no têm nada haver. Brasil e Venezuela são dois exemplos antagónicos e podem ilustrar a minha posta perfeitamente. De um lado temos um Chavez combativo e com o apoio popular de outro temos um Lula apostado em aliar-se aos grandes grupos económicos e a resvalar para a corrupção.
4º Sobre a necessidade de mudança de atitudes da esquerda, estou completamente de acordo contigo.

Zé da Penalva:
1º Sobre a extrapolação verdade, nesta posta sobre a vitória do Hamas extrapolo a realidade palestiniana para o mundo inteiro. É uma técnica de análise que eu uso: olho à volta vejo o que acontece e tento tirar conclusões.
2 º Sobre as esquerdas. Falei de esquerdas europeias e da lição tirar.
Não falei de Portugal, foste tu que quiseste interpretar assim...

Seixalinho
1º Seja bem-vindo à discussão
2º Não percebi a alusão que fez em relação ao Emiliano Zapata. As referências para mim não são os filmes americanos. Se quiser falar da realidade dos zapatista hoje no México interior e rural acho que pode ser muito interessante o diálogo.
3º Sobre os sacrifícios do povo palestiniano parece que estamos de acordo em relação às causas da derrota da Fatah
4º Sobre a paz e as razoes da guerra na Palestina, acho que se está a esquecer do essencial. Povo palestiniano só pode viver em paz a sua da depois de Israel retirar dos territórios ocupados.

14:08  
Anonymous Anónimo said...

Deverão as esquerdas domesticadas pegar em armas como o Hamas? É que não estamos naquelas bandas, como muito bem diz o Zé da Penalva. De qualquer forma, a governação mudará o Hamas...é que é preciso carcanhol para manter o poder e sem isso, népias!

15:21  
Anonymous Anónimo said...

Parece-me a mim que eles foram eleitos devido a factores como estes: é sabido que a Fatah se enredou nas malhas da corrupção,em lutas internas, afastou-se das pessoas, desgastou-se, assumiu posições ambíguas e cedeu em relação a Israel; enquanto isso o Hamas criou uma rede de escolas, de centros médicos, lares, etc, é claro em relação a Israel (não o aceita), é mais combativo, financia suicidas e familias, e assim difundiu as suas ideias, está mais próximo das pessoas e ganhou simpatias. É o que eu acho.

15:37  
Blogger CM said...

Caro riky: eu que trabalho em política internacional já vi coisas mais estranhas do que um governo conjunto Hamas-Fatah, muito embora também não acredite nessa possibilidade. Se tal vier a acontecer, será uma opção difícil tomada pelo Hamas, apenas para não dividir os palestinianos. Acredito que a nação Palestina precisa tanto de unidade, quanto da retirada de Israel do seu território. Ao contrário da tua análise, penso que quanto mais facções se juntarem, mais força terão relativamente a Israel. Quanto a "colaboracionismos", no futuro terá sempre que existir um modus vivendi entre judeus e palestinianos, custe o que custar.
Quanto à América Latina, bem sei que não se pode meter tudo no mesmo saco. Mas o Chavez parece-me mais um revolucionário por uma questão de manutenção do poder (afinal, essa atitude é responsável pela sua enorme popularidade) do que propriamente por idealismo honesto, se é que isso existe hoje em dia. Temo que se transforme numa espécie de Fidel (com todo o respeito que tenho pela acção do comandante em Cuba), isto é, um velho empedernido que impede a mudança pelo medo de perder a cadeira. Desculpa lá, amigo, mas é isto que eu penso da situação que se vive hoje em Cuba. O embargo é responsável pela situação de miséria quase total que se vive na ilha, mas a falta de liberdade é da exclusiva responsabilidade do Comandante.

16:07  
Anonymous Anónimo said...

Já viram o:
www.portugalalive.blogspot.com
Passei por lá hoje e achei o máximo!

16:40  
Anonymous Anónimo said...

A resistência é exclusiva da esquerda? O hamas é de esquerda? Se a esquerda pensa que sim está enganada.

18:21  
Anonymous Anónimo said...

Riki so ves a tua verdade e ela acaba por roçar o ingenuo.

Concordo totalmente com o Ze da penalva quanto ás tuas comparaçoes e generalizações e entras em contracenso com as dos outros, veja-se no exemplo da CM.

As esquerdas combativas não são necessariamente belicistas e lutas armadas tb não.

Já agora: No final, as coisas poderão não ser assim tão simples. O Hamas tem os seus próprios problemas. Além da resistência da Fatah a uma coligação de Governo, existe a questão financeira ou a impopularidade das ideias fundamentalistas. Os palestinianos podem ter votado em massa no movimento islâmico, mas muitos dos eleitores não concordam com a imposição da sharia (lei islâmica) ou com a erradicação de Israel.

11:01  
Blogger Riky Martin said...

Sopa da Pedra
Acho que tens razão nas razões da derrota da Fatah. Mas também acho que essa derrota deve servir de lição às esquerdas que eventualmente se tornam menos combativas. A menagem que quero passar é que os eleitores reconhecem a combatividade e a lua dos partidos políticos.


CM –
Ainda bem que também não acreditas no governo de coligação.
Sobre coisas estranhas e casamentos desfasados, de certeza que já viste mitos… as nunca um casamento tão desproporcionado e desnecessário!!!!
Quanto à unidade entre os palestinianos, estamos completamente de acordo… mas não pode haver unidade enquanto não for defendido quem é quem na Fatah.… Como bem sabes desde a doença do Arafat nunca mais se soube quem é quem dentro da Fatah que neste momento é uma completa marioneta de Israel.
América latina. Não percebo, honestamente que não percebo, porquê o exemplo de Cuba!!! O cu não tem nada haver com as calças. Quando falas na Venezuela tens logo de falar em Cuba????;) Tinha que vir a provocação não era!!!! És lixada!!! …
Se queres falar sobre liberdade em Cuba, falamos sobre liberdade em Cuba. Mas também falamos sobre liberdade e direitos humanos em Espanha, em Inglaterra, nos estados unidos e em Portugal. A amnistia internacional tem relatórios muito elucidativos sobre as realidades das repressões em todos estes países. Estas dias democracias, que ao contrario de Cuba, não estão em guerra latente com um vizinho quarenta vezes maior que já tem uma base militar dentro da ilha!!!
(tenho saudades de discutir politica contigo porra!!!)

Missritagranel:
Podes ser mais clara e enumerar os contra-sensos em que eventualmente terei entrado?
Sobre a combatividade da esquerda, eu não falei em pegar em armas, foste tu que falaste nisso. O que eu disse foi que o povo premeia a combatividade em relação às políticas de colaboracionismo.
Sobre o Hamas, se calhar deves rever a posta e depois comentares outra vez. Porque estás a falar de coisas que nem sequer estão lá escritas.

Aos anónimos, não dou resposta por princípio.
Mas há aqui um deles que merece uma resposta.
O tipo (ou tipa) que diz que o Hamas não é de esquerda e que a resistência não é exclusivo das esquerdas.
Estas são duas questões muito pertinentes.
Sobre a resistência ser exclusiva das esquerdas penso que o conceito de resistência em termos teóricos não é exclusivo de nenhuma constante politica. Acho que a resistência neste sentido teórico não é exclusivo da esquerda. Mas acho que na prática a resistência tem sido sempre das esquerdas. Até porque as direitas têm tendência para se encostarem aos poderes. De facto em termos históricos não me consigo lembrar de nenhuma resistência de direita.
O outro tema: a Pseudo Esquerda do Hamas -- Esta é a questão importante: um partido que é combativo contra um invasor externo, defende politicas socializastes, mas tem uma forte componente religiosa pode ser m partido de esquerda?
Honestamente não sei.
Mas não posso deixar de me lembrar nos movimentos religiosos da América latina com forte componente socializante e um forte carácter de resistência às ditaduras.
Se estes movimentos eram de esquerda, o Hamas também é!!!!
Pode haver esquerda religiosa?
Se há cristianismo de esquerda pode haver Islão de Esquerda?
O Livro Verde do Kadafi, é uma via socializante do Islão. È de esquerda?
Acho que a identidade da esquerda é um tema de discussão riquíssimo.
Por exemplo, os movimentos nacionalistas Bascos e Irlandeses, podem ser de esquerda?
Pode haver esquerda nacionalista? Na Catalunha dizem que sim.. eu não sei.

O tema da vitória do Hamas vem a propósito da escolha eleitoral reconhecer a combatividade.
Caríssimos, continuo a achar que o Hamas venceu as eleições porque é mais combativo.
Eu não disse que achava que os meios dos Hamas são bons ou maus, nem estou a dizer que concordo ou deixo de concordar com o seu programa eleitoral. Não falei no martírio como forma de luta. O que digo é que a Fatah perdeu porque se deixou corromper enquanto o Hamas continuou fiel aos seus princípios de luta.
Disse e repito que esta vitória do Hamas pode ser uma lição para as esquerdas. Porque se temos dúvidas nas identidades não podemos ter duvidas na luta e na necessidade da mesma.

12:15  
Blogger blimunda said...

Não concordo contigo.
Também não vou ler os 10 comentários que colocaram aqui antes de mim para não me sentir "influenciada". leio depois.
Não estou de acordo porque:
- talvez seja ingénua mas continuo a ser uma adepta da não violência, coisa que o Hamas não me parece que esteja muito de acordo comigo. Sou daqueles que acha que o que fez do Mandela um grande homem foi a postura dele durante os 30 anos em que esteve preso e a forma como saiu de lá, e não o envolvimento dele num certo tipo de luta armada em que se envolveu antes. Desculpa lá mas nunca me consegui identificar com o velhote com vozinha de passarito que andava numa cadeira de rodas a gritar impropérios contra tudo e todos e que me obrigou a ouvir o meu pai durante meses a lançar outros impropérios contra os israelitas por terem enfiado um balázio, perdão um míssil, no "coitadinho".
- Não sei onde é que a Fatah foi submissa. Não me lembro de ter existido nenhum cessar fogo, de facto, entre Israelitas e palestinianos.
- Politicamente não sei o que poderei aprender dos palestinianos. Compreenderia se falasses, por exemplo, das primeiras eleições realizadas em Timor (do pós eleições não vou falar aqui..)
- Posso identificar-me com alguma facilidade com o grupo de "laicos, ateus e de esquerda" mas, e peço desculpa por isso, não me lembro de ter assumido na vida nenhuma posição de compromisso com a reacção.

E AGORA DEIXEM-ME SOLTAR A VOZ (acabei de beber o meu único café do dia portanto estou eufórica). O QUE FALTA NESTE MUNDO É UM GRANDE SENTIDO DE HUMOR. ESTOU FARTA DE OUVIR FALAR EM CARTOONS. VIVA OS MONTY PYTHON QUE CONSEGUIRAM FAZER O CRISTO CANTAR NA CRUZ: "ALWAYS LOOK FOR THE BRIGHT SIDE OF LIFE" E NEM AS BEATAS DE FÁTIMA SE CHATEARAM (se calhar porque nunca viram. O que me leva a pensar que os muçulmanos se chatearam porque leem jornais, coisa que em Portugal não acontece lá muito, ou seja, com o nível de ileteracia que existe aqui o escãndalo nunca existiria...). E TAMBÉM ESTOU FARTA QUE ME VENHAM CÁ ENSINAR O QUE É SER DE ESQUERDA OU NÃO. É RIDICULO. NISSO OS DE DIREITA SÃO MUITO MAIS PRÁTICOS DO QUE NÓS.

E SABEM QUE MAIS: FAÇAM FILHOS, APANHEM SOL!

12:35  
Blogger pinhacolada said...

Boa Blimunda; a malta está a precisar de arejar a carola, aliás, o mundo está a precisar de sentido de humor e de se soltar, ouvir música, amar, brincar, passear, etc. Como diz o cantor/poeta Renato Russo, da Legião Urbana:
"É preciso amar as pessoas
como se não houvesse amanhã, porque se você parar para pensar na verdade não há".

15:02  
Anonymous Anónimo said...

eheheheheheheheh TOMA RIKI!

tens uma fatah lá em casa...;))))))

Ó HOMEM FAZ FILHOS!!! NÂO OUVES!??

15:52  
Blogger Seixalinho said...

Rick Martim
Pela sua opinião sobre a minha esplanação, sou levado a pensar que ou ainda é moço novo ou então não via os filmes nos velhos tempos do PREC.
Como depreende que não conheça a personagem, que era apresentada como uma figura de estilo, que pretendia fazer o paralelismo entre os que viviam para a luta e não se adaptavam à paz e só viam um metodo para a conseguir que era a guerra, lançando-se assim o efeito de pescadinha de rabo na boca.
Para os que na Palestina só viveram e vivem para a guerra, fizeram crer ao povo que só a luta armada lhes daria a liberdade é dificil vir agora dizer que afinal para se conseguir a Paz é preciso coesistir com os insraelitas.
Claro que a politica desenvolvida pelo Hamas foi continuar com o mesmo discurso, dando-lhe ainda um caracter relegioso, o que como é bom de ver levou a que o povo (ainda com a guerra nos olhos e no corpo) lhes desse uma vitória esmagadora.
Agora vamos ver o que o Hamas vai fazer a esta dádiva, vai continuar com o tratado de paz o que fará com que israel continua a deixar os territórios ocupados e aproveitar o apoio internacional para reabilitar o país, ou vai continua com a guerra fazendo com que os insraelitas (que até agradecerão) voltem à sua antiga politica sionista.
Os partidos devem é sim escolher o que é melhor para o povo palestiniano, o que lhes trás prosperidade e reconstrução e independência, se a Guerra se a paz.
Seixalinh

16:54  
Blogger Cleared For Take Off said...

Parece haver qualquer coisa que me escpa. Talvez sejam ideias diferentes não sei. Mas para mim revolução é um meio e não um fim. Se não houver revolução melhor ainda. O conflito pela palestina só pode ter resolução diplomática. Guerra nunca irá reolver nada, nem muros "de berlim" nem colonatos.O chavez é um bronco que usa o nome da revolução para manter-se no poder. Agora o pais precisa de andar para a frente e não de mais revolução. No caso do Brazil, a merda do costume. Toca a deitar a mão ao ceptro real para raspar o ouro e as pedras mal se toque nele.

10:46  

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